Ipatinga, 06 de junho de 2020

O Padroeiro

A Devoção

A devoção ao Senhor do Bonfim tem sua origem em Setúbal, Portugal. O culto foi trazido de Portugal para o Brasil pelo capitão da Marinha Mercante Portuguesa Teodhósio Rodrigues Farias. Ele teve início no Brasil, através da fé deste capitão de mar e guerra, como cumprimento de uma promessa. No meio de uma tempestade no mar, o português afirmou que se sobrevivesse, construiria um templo nos mesmos moldes do existente na cidade de Setúbal Portugal, nas terras baianas, na cidade de Salvador onde morava. Teodhózio trouxe de Lisboa uma imagem semelhante àquela, esculpida em pinho de riga, medindo 1,06m de altura. Pela Páscoa da Ressurreição do Senhor, em 18 de abril de 1745, com grande festividade, o capitão devoto colocou a imagem para veneração dos fiéis na Capela de Nossa Senhora da Penha de França de Itapagipe, posteriormente transladada para a Basílica Santuário do Senhor do Bonfim.

Desde então um grupo de leigos católicos se dedicou a construir a Basílica Santuário do Nosso Senhor do Bonfim. Além da construção do templo, os fiéis se dedicaram a propagar no Brasil, o culto ao Senhor do Bonfim e a Nossa Senhora da Guia. O objetivo principal destes homens de fé era zelar e manter o culto ao Senhor do Bonfim, filho de Deus. Propagou-se deste modo, por todo o Brasil, essa devoção, tomando vulto através de grandes romarias e com as frequentes notícias de graças e milagres alcançados por todo o Brasil. O Senhor do Bonfim, de braços abertos, e pronto a acolher a todos que Dele quisessem se valer, foi concentrando a piedade e o fervor do povo que passou a tê-lo como seu protetor.

A Devoção Chega ao Santuário

No ano de 1972 iniciaram-se as primeiras reuniões de orações e partilha da Palavra de Deus no intuito de se buscar e encontrar um local definitivo para a construção da Igreja católica no bairro Cidade Nobre. Até então as atividades religiosas ocorriam na Escola Estadual Polivalente, hoje Canuta Rosa. Definido o local à rua Graciliano Ramos inciam-se os trabalhos da construção do templo e imbuídos deste objetivo foram promovidas barraquinhas, leilões e recebidas doações. Não só o templo como também os leigos participaram deste projeto com sua força pastoral a fim de evangelizar. Senhor do Bonfim foi sugerido como padroeiro pela líder comunitária Marina Serra após uma viagem sua à Bahia, momento em que vivenciou um encontro profundo com essa devoção. Tal piedade foi tomando conta dos demais fundadores da Comunidade Senhor do Bonfim.

Acorreram tantos fiéis à igrejinha que ela não poderia mais acolher as pessoas por questão de espaço. A comunidade crescente ergue novo templo em estilo colonial, três vezes mais ampla que a primeira. A antiga Igrejinha torna-se então sala de reuniões. Porém, em 1988 a Igreja novamente torna-se pequena para acolher os fiéis sob o cenário de uma cidade e um bairro que crescia vertiginosamente. É proposta a construção de um novo espaço e com o apoio de empresas como Ipaminas e Usiminas, o novo templo foi erguido através do trabalho incansável de fiéis leigos da Comunidade. A construção é finalizada em 2006 e diante de tamanha alegria e para a inauguração do novo e definitivo templo, é celebrado o 1º Jubileu do Senhor do Bonfim com a presença do bispo diocesano Dom Odilon Guimarães Moreira e do pároco José Geraldo da Silva Reis, do grande incentivador e fundador do Jubileu, Pe. Efraim Solano Rocha.

O Santuário Senhor do Bonfim está voltado a profunda piedade popular, oriunda do amor primeiro legado por dona Marina Serra. Que neste templo onde a graça e intimidade com o Senhor do Bonfim é favorável, Ele representado de braços abertos, pronto para acolher com amor a todos que se achegarem a Ele.