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"Que a vossa fé não se baseie na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." 1Cor 2,5

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A Vida, a Morte e o Morrer: Considerações Bioética

A sociedade tem passado por inúmeras transformações e a tecnologia proporcionado avanços infindáveis. Em contrapartida, o homem continua sendo o único ser vivo que tem percepção da sua finitude. Tal percepção faz com que as pessoas sofram e questionem a sua existência.

A morte tem fundamentado religiões e culturas, sendo que cada povo a observa de uma maneira. Porém seria interessante que as instituições pudessem ensinar um pouco sobre a questão, como é o caso da tanatologia (thanatos: morte; logos: tratado). É percebível também que ultimamente a mídia tem abordado por meio de reportagens, filmes, novelas, casos nos quais a Eutanásia torna-se tema de debates.

Palavra que soa estranhamente para muitas pessoas, a Eutanásia trata-se de uma interrupção do processo natural da morte por meio de emprego ou obstenção de procedimentos que permitem apressar ou provocar o óbito de doente incurável com objetivos de livrá-lo dos extremos sofrimentos que o acometem. Ela pode ocorrer de duas maneiras: como resposta do pedido do indivíduo, como um “suicídio assistido” ou involuntária, contra a vontade explícita do sujeito, que poderá ser comparável a um homicídio.

Por manifestar opiniões contrárias, a Eutanásia passou a ser mais conhecida a partir do filme Mar adentro (2004) que contava a história de Ramon Sam Pedro, Tetraplégico por 29 anos, que com a “ajuda” de “amigos” sorveu cianureto contido em um copo que estava ao seu alcance, morrendo logo em seguida.

A partir desse patamar a Bioética apresenta também mais três modelos acerca da longevidade: a Distanásia, a Ortotanásia e a Mistanásia. A primeira consiste em prolongar o sofrimento do paciente por meio de adoção de medidas desproporcionais. A ortotanásia é a morte no “tempo certo”, sem aplicação de procedimentos que apressem ou prolonguem demais a vida dos pacientes. Já Mistanásia é um termo no qual, os indivíduos que não tem condições dignas de sobrevivência acabam tendo a vida abreviada, por inúmeros fatores.

Voltaire afirma que “só por experiência que o humano sabe que há de morrer”. Ou seja: as religiões por meios de ritos, rituais e orações vem preparando as pessoas a se prepararem para a chegada do momento único de suas vidas no qual se encontrarão diante da morte. Situações de morte acabam ajudando o homem a pensar mais na vida e do que tem feito dela.

Diante de tudo isso, a exemplo do que falou São Paulo:”Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor”, é preciso e urgente não perdermos a esperança. Criar subterfúgios que apressem a morte dos indivíduos é brincar com vidas. Que as religiões e outras instituições reúnam-se juntamente com a sociedade para reflexão constante acerca do direito maior que é viver.


Pe. Luís Carlos de Cerqueira
Pároco




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